Angelina Jolie
Angelina Jolie faz dupla mastectomia por temer câncer
 
 

Atriz descobriu que tinha mutação genética que leva a um alto risco de desenvolver a doença.

A recente divulgação realizada pela atriz Angelina Jolie sobre ter se submetido a dupla mastectomia preventiva, acabou gerando um alvoroço no mundo todo, trazendo diversas dúvidas para as mulheres, principalmente aquelas que possuem casos de parentes com câncer de mama na família. Este tema, deve ser ressaltado, gera debate constante e muita controvérsia dentro do meio médico, em congressos, em universidades, e principalmente nos consultórios dos mastologistas.
Inicialmente, a primeira medida a ser tomada é ter calma. O câncer de mama hereditário limita-se a 10% de todos os casos de câncer de mama. Além disso, mutações genéticas do BRCA1, como foi divulgado na mídia pela atriz, de que é portadora, atinge em torno de 20% destes casos (isto é, 20 % daqueles 10%), um universo bastante restrito.
Mais importante do que identificar a mutação genética (os testes disponíveis ainda não identificam todas), é classificar a paciente em alto risco ou não de desenvolver a doença durante a vida. E isso pode ser muito bem feito quando a mulher atinge a idade de adulto jovem, onde deverá iniciar acompanhamento com mastologista. Numa primeira avaliação, o mastologista irá conhecer detalhadamente a história familiar da paciente e assim caracterizá-la ou não como alto risco. Se assim for, esta mulher irá entrar num programa de prevenção rigoroso da doença, com exames periódicos como mamografia e ressonância de mamas já aos 25 anos (ao invés dos 40 anos preconizados). Ainda hoje, a melhor forma de prevenção do câncer de mama é o diagnóstico precoce. Isto trará a oportunidade de conquistar maior sucesso no tratamento e na possibilidade de cura da paciente. 
Cirurgias como a realizada pela atriz Angelina Jolie reduzem o risco de desenvolver a doença em 90%, ou seja, uma redução bastante considerável. Porém, existem prós e contras nesta conduta, sendo uma delas a perda irreversível da possibilidade de amamentação e a sensibilidade nos mamilos, que também tem função sexual. Além disso, a cirurgia tem possibilidades consideráveis de complicações, sendo a infecção e a necrose da pele da mama significativas.
Dessa forma, é preciso ter cautela em realizar condutas como esta, que são irreversíveis. Procurar o mastologista, estabelecer uma relação de confiança e se prevenir, através de visitas periódicas ao consultório médico e a realização de exames preventivos regularmente são peças essenciais para um acompanhamento e prevenção adequados. Vale lembrar que a cirurgia nestes casos não é a única maneira de reduzir os riscos de desenvolver um câncer de mama. Procure seu mastologista, faça a prevenção que é mais adequada para você.


 
 
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